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| OGX vai passar a se chamar Óleo e Gás Brasil |
A mudança é uma
tentativa de desvincular o nome da petroleira do decadente império X do
empresário, que dizia usar o X para multiplicar os seus negócios.
O mesmo procedimento foi
adotado pela MPX, empresa de energia
elétrica de Eike, que mudou seu nome para Eneva, após venda de participação
para a alemã E.ON, mas que ainda compartilha o controle com Eike.
A OGX entrou com pedido
de recuperação judicial na semana passada.
Na assembleia de acionistas,
a empresa vai propor também a mudança de sua sede, depois que o grupo EBX
decidiu abandonar o prédio que ocupa no Centro do Rio, o histórico Edifício
Serrador, que está no rol de credores da companhia com uma conta de R$ 757 mil
a vencer.
MUDANÇA DE ENDEREÇO
Atualmente a OGX ocupa
quatro andares no prédio e deverá se transferir para um lugar menor, entre
quatro propostas que serão levadas à assembleia, nenhuma no local para onde se
transferiu o grupo EBX, na praia do Flamengo, zona sul do Rio. A companhia que
já teve 600 empregados hoje tem algo em torno de 250 pessoas.
Entre as propostas da
diretoria da companhia estão dois prédios no Centro, um na Glória e outro em
Botafogo.
A assembleia vai
ratificar também o pedido de recuperação judicial. Em documento enviado à CVM,
a empresa argumenta que a recuperação foi pedida "em vista da situação
financeira desfavorável em que se encontra, dos prejuízos já acumulados, bem
como o vencimento recente e vindouro de grande parte de seu endividamento".
Ainda no documento, a
OGX diz que a recuperação judicial foi "a medida mais adequada para
preservação da continuidade de seu negócio e proteção de seus interesses".
Outra discussão com os
acionistas será o grupamento de ações da companhia, que está sendo contestada
por acionistas minoritários da petroleira, que temem uma nova onda de venda de
ações.
O grupamento multiplica
as ações existentes por 10,100 ou 1.000 para elevar o valor e facilitar as
negociações. Atualmente o papel da companhia é negociado em torno dos R$ 0,15,
o que eleva o número de papéis em posse de cada acionista.
