
"É absurdo
paralisar uma obra. É algo extremamente perigoso. Depois ninguém repara o
custo. Para e ninguém ressarce o que foi perdido. Mas vai ficar pronta e vamos
inaugurá-la", declarou em entrevista a rádios locais. A assessoria de
imprensa do TCU informou que o órgão não vai comentar as declarações da
presidente.
Dilma também avisou que
pretende participar da cerimônia de inauguração da BR-448. "Eu não perco a
inauguração por nada. É um resgate da segurança. Encerrou uma polêmica e é
emblemática para qualquer governo", disse Dilma, descartando que o anúncio
da presença em mais um evento no Rio Grande do Sul não configura ação de
campanha para reeleição.
"É porque eu
participei do processo dela. É uma rodovia que vai de fato garantir que não
tenha trânsito pesado na região. É emblemática para meu governo, para qualquer
governo que sabe o que cada cidade precisa, não tem nada a ver com
eleição", salientou.
A rodovia une Sapucaia
do Sul a Porto Alegre, a oeste da BR-116. A obra tem o objetivo de desafogar o
trânsito desta nos horários de pico na Região Metropolitana. Por passar atrás
do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, recebe o nome de Rodovia do
Parque.
Apesar de ser construída
com a ajuda de recursos federais, a rodovia é administrada pelo estado, e não
pelo governo. Por isso, a presidente descartou a federalização. A construção já
dura três anos, e a conclusão é esperada para o fim do ano.
“Não há previsão de
governo federalizar via urbana. Não tem como o governo assumir para si as obras
do entorno do estádio do Grêmio, é da prefeitura e tem que ser resolvida como
tal”, afirmou, sobre as obras do entorno da Arena.
O Tribunal de Contas da
União (TCU) aprovou relatório que recomenda ao Congresso a paralisação de 7
obras executadas com recursos do governo federal nessa quarta-feira (6) devido
a irregularidades graves encontradas durante fiscalização.
As informações constam
do Fiscobras de 2013, relatório que consolida as fiscalizações realizadas por
técnicos do tribunal nas principais obras públicas por determinação da Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO). O TCU apenas faz as recomendações. Cabe ao Congresso
acatá-las ou não.
Foram feitas pelo menos
136 fiscalizações e, de acordo com o tribunal, elas resultaram em uma economia
que já soma R$ 484 milhões em recursos públicos, mas que pode chegar a R$ 1,2
bilhão.
Projetos para o Sul do
estado
A presidente ainda falou
sobre o estudo que definirá os projetos que serão elaborados para a travessia a
seco entre São José do Norte e Rio Grande, na Região Sul do estado, a
presidente diz que se trata de uma obra fundamental. Segundo ela, o estudo vai
dar um valor aproximado e uma avaliação sobre qual a melhor solução: ponte ou
túnel.
"Eu pessoalmente
acredito, um chute, que está mais para ponte do que para túnel, mas não se
sabe", aposta Dilma.
O superintendente do
Porto de Rio Grande, Dirceu Lopes, acompanhou a entrevista pelas rádios locais.
"Seria possível a construção de uma ponte móvel ligando Rio grande à Ilha
do Terrapleno e depois a São José do Norte. Acho certa a posição dela de fazer
um estudo", disse.
Inauguração em Rio
Grande
Após as entrevistas,
Dilma seguiu para visita no estaleiro Quip onde, ainda pela manhã, inaugura a
P-58, que vai explorar petróleo no Campo de Baleia Azul, no estado do Espírito
Santo. A estrutura tem 330 metros de comprimento, 63 metros de altura e 56
metros de largura. O início da viagem está previsto para a próxima semana.
A plataforma é a quarta
construída no Porto de Rio Grande. A previsão é de que ela produza 180 mil
barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás. Dilma deve permanecer
em Rio Grande até o começo da tarde, segundo sua agenda oficial, e depois
retorna para Porto Alegre. Ainda não está definida a volta para Brasília.