
Design
O Z Ultra tem um visual
bonito e elegante com parte traseira e frontal em vidro. O corpo único do
gadget, sem possibilidade de remover bateria ou tampa traseira, deixa ele com
aspecto mas “moderno” e clean. O problema é que, além da elegância, o vidro dá
ao gadget uma fragilidade enorme, apesar da presença do Gorilla Glass. Por
outro lado, peso de 212 g não incomoda: o design fino dá a sensação de que o
dispositivo é bem mais leve.
Outro ponto a se levar
em conta é a facilidade com que o Xperia Z Ultra fica com aspecto engordurado,
cheio de marcas de dedo. Após poucos minutos de uso, o desenho elegante acaba
ganhando um aspecto de "encardido". E pior: é bem difícil de limpar,
não sendo suficiente dar aquela tradicional esfregada com um pano limpo. O
jeito é aproveitar da sua resistência à água e mergulhar o aparelho para que
ele volte a ter um visual agradável.
Ainda falando do quesito
"encardido": as bordas entre a tela e a lateral do aparelho acumulam
crostas sujeira, o que pode ser bem desagradável. O display promete ser, além
de à prova d’água, resistente à poeira, e cumpre essa função: as partículas não
grudam, mas isso não parece grande vantagem quando tanto a parte da frente
quanto a de trás ficam facilmente engorduradas com o uso.
O grande problema do
gadget não está no peso ou design, mas nos dois juntos. Essas características
separadas são uma beleza, mas integradas formam um dispositivo nada prático no
dia a dia, com péssimo desenho ergonômico. É bem fácil deixar o Xperia Z Ultra
escorregar das mãos durante o uso, principalmente por ele ser tão comprido e
fino. As bordas pretas laterais na tela não dão muito apoio para segurá-lo com
firmeza durante o uso. Fazer uma ligação andando ou em algum meio de transporte
público é praticamente inviável. Além disso, esse tamanho todo pode não
agradar: ele é realmente grande para utilizar na rua e chama bastante atenção.
Tela
O display de 6,4
polegadas tem uma resolução que impressiona. Com cores intensas e brilhantes, a
qualidade Full HD (1080 x 1920 pixels) do Z Ultra parece ainda mais poderosa.
além disso, o foblet é grande o suficiente para assistir confortavelmente a
filmes e seriados, onde você quiser. Rodar vídeos com mais
"profundidade" dão a sensação de que você está mergulhando no cenário
pela amplitude e impressionante qualidade da tela do Z Ultra.
A sensibilidade ao toque
do display também não decepciona: leves movimentos já são suficientes para
executar as ações. As bordas, superior e inferior, ajudam na hora de apoiar
horizontalmente o aparelho sem esbarrar em algum aplicativo, o que é ótimo para
ver filmes, por exemplo. Por outro lado, as finas barras laterais não ajudam em
nada quando utilizado na posição vertical.
O status de tela
ultrarresistente não é tão super assim: com o uso leve, carregando o gadget
dentro da bolsa, o display ganhou pequenos arranhões. Discretos, mas arranhões.
Um dos principais
destaques do Xperia Z Ultra é que sua tela capacitiva responde ao toque de
diversos objetos com material condutivo, como um lápis, por exemplo, além da
tradicional caneta Stylus. Isso é uma vantagem para quem trabalha com arte ou
gosta de desenhar no foblet: um lápis por perto resolve seu problema.
Aplicativos como o
popular Draw Something garantem a diversão e dão pontos para essa
funcionalidade da tela. Apesar de ficarmos receosos de rabiscar um display tão
elegante com um simples lápis, o Gorilla Glass 3 garante proteção extra. Mesmo
a sensação sendo estranha, o recurso facilita e até agiliza o uso do foblet.
Desempenho
O Xperia Z Ultra tem
configurações de ponta, com processador quad-core de 2,2 GHZ e 2 GB de RAM, que
fazem com que vídeos de alta resolução rodem sem problemas. Aplicativos de
redes sociais tem uso fluido, sem travamentos. Seu sistema Android 4.2.2 (Jelly
Bean) não decepcionou: sem engasgos, jogos com Angry Birds, Cut the Hope, Candy
Crush e Homem de Ferro 3 funcionaram bem. A própria interface do Z Ultra é
responde bem ao toque, trocando de telas com facilidade, sem aqueles
travamentos incômodos de alguns aparelhos.
Um acontecimento
estranho durante os testes foi o aparelho apagar, mesmo com mais de 60% de
bateria: sua tela simplesmente ficou escura e o gadget não voltou a responder
de forma alguma. Foi necessário deixá-lo na tomada por algum tempo para que ele
voltasse a ligar. Pode ser apenas um problema isolado.
Caso alguma coisa
parecida aconteça com você, saiba que o aparelho vem com um pequeno botão de
"off" na cor laranja. Ele funciona se o foblet parar de responder e
fica ao lado da entrada de cartão SIM. Lembrando que esse é um recurso extra e
urgente, já que não é possível abrir o gadget para remover a bateria para
forçar um desligamento. Os detalhes estão incluídos no manual em caso de
dúvida.
Fora esse acontecimento,
nada mais pode ser falado contra o Xperia Z Ultra, que só teve que ser
reinicializado dessa vez. Tomando os devidos cuidados, o foblet funciona
perfeitamente, mesmo depois de ficar mergulhado na água.
Entradas e botões
As duas tampas que dão
acesso a entrada microSD, chip SIM (justas) e entrada miniUSB são revestidas
com material de vedação, fundamental para impedir que a água entre no aparelho.
Por isso, é fundamental, antes de submergir o foblet, verificar se as tapinhas
estão devidamente fechadas, deslizando o dedo pela lateral do dispositivo.
Uma das desvantagens
está na locação do chip de operadora, que deve ser encaixado em um molde
plástico antes de ser inserido no gadget. Retirar esse suporte vai exigir
bastante de suas unhas, porque ele é bem difícil de remover. Parece até que não
tem nada lá dentro. A base que suporta o chip é feita de material plástico bem
frágil, que entorta ou quebra facilmente. Isso exige o dobro de atenção.
Botões externos? Apenas
de volume e o de liga/desliga. Fora esses, tudo se resolve na própria tela: lá
estão presente os tradicionais comandos de “voltar”, “home”, além de um atalho
para a “visualização de aplicativos abertos”.
O lado bom é o visual do
gadget, que fica menos poluído na parte inferior como normalmente os outros
aparelhos são, cheios de funções e botões sensíveis ao toque. Por outro lado,
se o sistema travar, nenhum comando funciona a não ser o de liga/desliga.
Está presente ainda uma
entrada para fones de ouvido normais, estranhamente sem vedação. E o melhor:
mesmo inundada por água, ela continua funcionando perfeitamente. Claro que,
para utilizar os fones, é preciso esperar um pouco para a entrada secar.
Câmera
As lentes que equipam o
Z Ultra não são grande coisa. Para ajudar a melhorar as imagens, o recurso
automático aplica um "auto-blur" na imagem o que deixa mais uniforme.
É visível a diferença da foto pixelizada da pré-visualização para o resultado
final mais bonito. No entanto, isso só maquia a qualidade mediana da câmera.
Outro ponto que deixa a desejar é que, mesmo com luz natural, as fotos parecem
mais escuras, com ruim balanceamento de luz e sombra.
À prova d’água?
A resposta é sim. O
Xperia Z Ultra se mostrou resistente à agua durante os testes, sendo submetido
a chuva e mergulhado na torneira, chuveiro e até piscina. Só não é muito
aconselhável levá-lo para o mar: com esse tamanho e design fino, que escorrega
das mãos, o gadget pode acabar sendo levado pelas ondas.
Outro ponto interessante
é poder lavar o Z Ultra na água, já que ele fica engordurado facilmente. A
desvantagem é que o aparelho, ainda assim, fica com aspecto grudento por algum
tempo e pode escorregar quando molhado. Já é fácil deixar o foblet escorregar
quando está seco, imagine molhado? Parece mais um sabão do que um celular.
Para não ter problemas
quando à resistência à agua, é interessante saber que o Xperia Z Ultra,
conforme as especificações da fabricante Sony, pode ser submergido até 1,5 m
por até 30 minutos. O recurso é interessante ainda em caso de uso na chuva, por
exemplo, ou se precisar atender uma ligação urgente quando estiver no banho ou
piscina: não precisa ter medo de molhá-lo.
O touchscreen não
funciona na água, o que faz da sua resistência à água funcionar mais como um
fator de “segurança”: a vantagem é que ele não vai pifar se algum acidente
relacionado com água acontecer, como derramar um copo cheio na mesa com o
celular ao lado ou esquecer de tirá-lo do bolso ao mergulhar. Ou seja, esse
recurso é mais uma prevenção do que uma “funcionalidade”. Mesmo assim, um ponto
que decepciona é a ausência de um botão de disparo para fotos debaixo d’água, o
que poderia ser um diferencial bem divertido já que a tela não responde
submergida.
Funcionalidades
Apesar de grande, o
foblet também faz e recebe ligações como um celular comum. Mas um ponto que
decepciona é o baixo volume da chamada: mesmo no máximo é difícil conversar em
ambientes sem muito barulho. No ônibus ou na rua então, ouvir quem está no
outro lado da linha é bem mais complicado.
Esse ponto não agrada,
mas pode ser um bom motivo para utilizar os fones de ouvido que acompanham o
aparelho, que são, por sinal, excelentes: com vários tipos de vedação que
proporcionam boa experiência. Outra vantagem é a entrada lateral, que ajuda a
não deixar o fio na frente da tela enquanto você ouve música e utiliza o
gadget.
Bateria
A bateria tem 3.000 mAh
de potência e aguenta o dia todo. No entanto, ela é drenada bem rapidamente
quando utilizamos algum aplicativo mais pesado, principalmente aqueles que
envolvem deixar a tela constantemente ligada, como assistir a filmes em boa
qualidade ou utilizar a câmera. Apesar disso, durante os testes, a carga do
foblet aguentou bem desde manhã até o final da noite. Foi observado também que
ele demora um pouco mais para carregar do que os outros aparelhos, mesmo
plugado diretamente na tomada.
Conclusão